Inadimplência e recuperações judiciais bateram recorde em 2025

A inadimplência atingiu o Brasil como um problema grave, afetando inclusive o setor corporativo, onde milhares de empresas estão com dificuldades para cumprir suas obrigações financeiras.

Diante da dificuldade que enfrentam, muitos desses empreendimentos optam pela recuperação judicial, um mecanismo legal previsto na Lei nº 11.101/2005 que, em nosso país, permite a reestruturação de suas dívidas e operações, visando evitar a falência.

A aprovação judicial deste pedido da empresa devedora, na prática, permite a suspensão das cobranças de dívidas antigas por um período determinado e a implementação de um plano de recuperação que deve conter:

  • proposta para pagamento das dívidas (prazos, descontos, carências, etc.),
  • modelo a ser aplicado para geração de receita (venda de ativos e cortes de despesas).

Diante dessa situação, os credores ficam impedidos de cobrar a empresa individualmente e passam a fazer parte de um processo coletivo.

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O cenário da inadimplência e recuperações judiciais em 2025

A inadimplência representa um grave desafio para ambas as partes envolvidas: credores, que possuem valores a receber, e devedores, que têm obrigações a cumprir.

Ignorar essa questão pode gerar consequências severas, comprometendo a sustentabilidade das operações.

Sem o fluxo de capital de giro essencial, a continuidade dos negócios se torna seriamente ameaçada, tanto para quem concede o crédito quanto para quem o utiliza.

No ano de 2025, segundo dados do Monitor RGF, 5.285 empresas buscaram a justiça para renegociar dívidas e evitar a falência, ou seja, entraram com um pedido de recuperação judicial em nosso país.

O recorde nacional de inadimplência e recuperações judiciais está diretamente ligado à taxa Selic de 15% ao ano verificada atualmente (janeiro/2026), a mais alta desde 2006, de acordo com especialistas.

A taxa Selic a 15% elevou as despesas financeiras das empresas a patamares insustentáveis, provocando um aumento de 21,6% nestes custos ao longo de 12 meses, o que, por sua vez, impulsiona a alta inadimplência no mercado.

Essa situação, como não poderia ser diferente, acaba trazendo impactos negativos às empresas credoras, uma vez que valores a serem recebidos se perdem ou são desvalorizados nos processos judiciais, comprometendo o fluxo de caixa e as operações.

Os riscos de depender apenas da recuperação judicial

A recuperação judicial tem por objetivo possibilitar que as empresas que vivem situações de inadimplência possam resgatar os seus débitos e evitar que fechem as suas portas.

No entanto, esse recurso tem se tornado uma alternativa frequente para muitas empresas, embora, em vários casos, não apresente a eficácia esperada.

Essa situação, como vimos anteriormente, acaba causando problemas sérios para os credores, uma vez que esses processos acabam resultando em:

  • novos custos,
  • morosidade para o recebimento dos valores de direito,
  • prejuízos à saúde financeira da empresa credora.

De fato, o elevado índice de inadimplência tem como consequência o adiamento de investimentos, a inviabilização de novos empreendimentos e um significativo mal-estar entre os empresários que buscam impulsionar seus negócios.

A cobrança preventiva como estratégia de proteção para a inadimplência

Diante desta situação, as empresas credoras precisam adotar medidas para reduzir o elevado nível de inadimplência atualmente observado.

Para isso, a melhor receita é contar com a cobrança preventiva, uma ação que pode evitar a judicialização e reduzir as possíveis perdas financeiras.

É uma estratégia proativa, um sistema específico permite monitorar e acompanhar, antecipadamente, todos os vencimentos de vendas realizadas a prazo.

Essa abordagem de cobrança é crucial, pois envia lembretes e notificações de vencimento de boletos. Essa medida é muito eficaz, especialmente para clientes que não mantêm suas contas em ordem ou que só agem quando são lembrados de suas obrigações de pagamento.

Como resultado, ocorre uma baixa significativa nos índices de inadimplência, reduzem-se as perdas financeiras, o fluxo de caixa é fortalecido e é possível trabalhar com uma melhor previsibilidade financeira.

Uma maneira inteligente para diminuir os riscos existentes diante da atual realidade é conhecer a solução de cobrança preventiva da Comax.

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(Imagens: divulgação)